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O PERIGO DE DISTORCER AS ESCRITURAS  escrito em domingo 27 setembro 2009 07:45

Num diálogo com um irmão de outra igreja, percebi num momento em que falávamos sobre alguns assuntos, e um de nossos obreiros mostrou-lhe diversos trechos bíblicos refutando o legalismo e a religiosidade excessiva de alguns, ao que este irmão respondeu:
 
"-Devemos ter cuidado para não distorcermos as Escrituras..."
 
Quando ele disse isso, fiquei a me perguntar de onde vinha tanta idiotice onde o outro irmão "distorceu" a Palavra, pois os versículos respondiam claramente. Creio que ele ficou envergonhado sem resposta, e só pode se sair com essa, sem citar qual “distorção” o irmão fez. Ora, se houve alguma distorção, nada mais correto do que ele refutar biblicamente, como fez Jesus no deserto, repreendendo o diabo.
 
O que este irmão respondeu, foi baseando-se em 2 Pedro 3:16, que diz:
 
"...Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição".
 
Logo Pedro, que muitos dizem que era indouto, ele mesmo condena os indoutos que torcem a Palavra para a própria condenação. Pedro podia ser desconhecedor de outros assuntos, mas as Escrituras eles estudavam TODOS OS DIAS (Atos 5:42). O que singnifica a palavra "indouto"? ["indouto" = que tem pouco saber] Pedro tinha conhecimento das Escrituras.
 
Distorcer é justamente o que fazem alguns legalistas: Pegam um único versículo, que fala sobre "santidade", e enumeram uma enorme lista de "podes" e "não podes", que daqui uns vinte ou trinta anos acabam. A isso eles chamam de "sã doutrina" da igreja, e quem não obedece é rebelde, e pode ser excluído. A Bíblia condena a hipocrisia dos homens que proíbem aquilo que Deus não proibiu aos seus fiéis:
 
"Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência, proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças". (1 Timóteo 4:2,3)
 
Que base bíblica alguém poderia usar para proibir o casamento? Abstinência dos "prazeres da carne"? Fugir do "pecado"?? Poderíamos enumerar um monte versículos que tratam de "santidade" para tentar justificar a oposição ao casamento. Mas quem estaria com a razão?? Com certeza a Palavra de Deus nos traz a verdade! E talvez por isso os crentes bereanos, por analisar as Escrituras antes de dar credibilidade ao que Paulo e Silas pregavam, foram mais nobres que os de Tessalônica:
 
"Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim". (Atos 17:11)
 
E o apóstolo Paulo ainda reforça a autoridade das Escrituras:
 
“Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema”. (Gálatas 1:8)
 
O apóstolo Paulo adverte que ainda que ELE MESMO ou até mesmo um anjo do céu pregar outro evangelho, que seja anátema (expulso do vosso meio). Ou seja, Paulo não atribui nem a ele uma obediência cega, sem base no Evangelho de Cristo. Por isso, é responsabiblidade do cristão ler e estudar as Escrituras com afinco, afinal, ele vai estar obedecendo ao Senhor Jesus, que ordenou em João 5:39: "Examinai as Escrituras".
 
Se alguém lhe disser: “-Fulano distorce a bíblia...”  Pergunte ao cretino a pessoa: “-Qual foi a distorção? Onde?? E qual é a resposta na bíblia?” Afinal, você precisa da resposta para não ficar na dúvida! Pois foi assim que Paulo advertiu sobre Himeneu e Fileto:
 
“Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita”. (2 Timóteo 2:18)
 
Ele disse qual heresia, e não apenas os chamou de heréticos. E Pedro nos ensina a estar sempre preparados para responder:
 
“E estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. (1 Pedro 3:15)

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COMO SABER SE O NAMORO É DE DEUS?  escrito em sexta 25 setembro 2009 12:10

"Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?" (Mateus 7:16)

A fase do namoro é muito confusa para os jovens que abrem o coração para alguém. Geralmente casais se gostam, trocam beijos, mas há incompatibilidade de gênios, brigas, ciúmes, etc... E se o namoro para o não-cristão já é complicado, para o jovem cristão é mais ainda, pois este está sempre querendo saber, mesmo com tudo dando certo, se é da "vontade de Deus". Oram, jejuam, mas diante da primeira briga, pensam: "Será mesmo de Deus?!" Isso acontece todos os dias, em todos os lugares, em todas as igrejas. E é difícil para o jovem discernir a vontade de Deus quando o coração fala mais alto. Daí, como última solução, as "irmãs de oração" são procuradas por centenas de casais de jovens pra orar e ver "se Deus fala alguma coisa". Essas irmãs também são conhecidas como "vasos" da igreja, pois elas tem dons de visão, revelação ou profecia. 

Estamos debaixo da soberana vontade de Deus, do Seu querer. E debaixo desta soberana vontade, Deus nos deu o chamado livre-arbítrio. Quando o Senhor me diz que uma determinada pessoa não é de sua vontade para casar comigo, é porque aquela pessoa, com toda certeza, está usando de engano na igreja, não tem compromisso com Deus e brincando com meus sentimentos. Não estou dizendo que a pessoa é "do diabo", mas que está sem compromisso com a Seara, e isso pode acarretar em sérios prejuízos a longo prazo, e Deus está me guardando.

O Senhor nos diz: "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne". (Gênesis 2:24) Ou seja, ele já nos autorizou a escolher alguém. O que nos resta é pedir a Deus DIREÇÃO para sabermos se estamos com uma pessoa de compromisso. Não existe essa de você gostar de uma pessoa, e mesmo que essa pessoa seja uma bênção, séria, honesta, fiel a vida cristã, Deus dizer: "Não é da minha vontade!" Se ambos estão se gostando, isso não existe!!! Isso só pode ser "profetadas" de quem está com ciúme, inveja, etc. Há vários casos desses. Esse papo de dizer "Eis que a tua escolhida está lá no Japão" não tem respaldo bíblico. Muitas das vezes o irmão está gostando de alguém, e fica baseando a sua esperança em revelações e visões de "vasos" da igreja. Acredito nos dons, e creio que Deus possa mesmo revelar e falar com seus servos, mas Deus nunca nos deixará confusos, pois "Deus não é Deus de confusão". (1 Coríntios 14:33).

Perguntar se o meu propósito de casar com uma pessoa é da "vontade de Deus", é como se eu perguntasse a Deus: "Senhor, eu posso evangelizar fulano?" Poxa, o Senhor já me ordenou, já me autorizou a evangelizar. Claro que eu vou analisar a situação, ver se a pessoa quer mesmo ouvir a Palavra de Deus, e pedir direção (não esqueça disso) ao Senhor na evangelização. Mas que é da vontade de Deus que eu evangelize, isso é sem dúvidas!!! Portanto, escolher alguém, PEDINDO DIREÇÃO A DEUS, para um futuro casamento, não é pecado, porque Deus não deixará seus servos enganados.

"Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus". (1 João 3:21)

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O QUE É E O QUE NÃO É PECADO NA VIDA DO CRISTÃO  escrito em terça 22 setembro 2009 11:48

Desde o ano 2000 tenho um site na internet em que constantemente coloco artigos polêmicos sobre assuntos, quase sempre taxados de "pecado" por muitos evangélicos, mesmo sem nenhum respaldo bíblico. Após uma avaliação coerente, bíblica, muitos me agradecem pelo esclarecimento. E é incrível como recebo por dia dezenas de emails de irmãos me perguntando sobre o que é e o que não é pecado, em diversas áreas de sua vida. O povo parece ficar com muito medo de estar pecando, mesmo sem querer pecar. Isto se dá pelo fato de inúmeros pregadores pularem em alguns púlpitos ditando as "regras" para ser um crente "santo".
 
Quase sempre estas regras fogem aos preceitos bíblicos, mas são engolidos pelo povão, que lê muito pouco a Bíblia, e se preocupam em ter uma vida santa, em ser uma bênção, em receber a tão esperada vitória. E o pregador, que pula, sapateia, fala em línguas, tem visões e revelações, finaliza a pregação dizendo que não podemos usar perfume, porque é vaidade, e devemos cheirar apenas "o bom perfume suave de Cristo", e que "o resto é tudo vaidade".
 
Pregadores como este tinham fama de abençoados e santos até os anos 70. Nos dias de hoje é difícil encontrar alguma igreja que proíba, direta ou indiretamente, o uso do perfume. Mas ainda hoje esta novela se repete com outras proibições e "achismos" convictos sobre o que é errado para um cristão.
 
Um dos e-mails que recebi foi perguntando se depilação masculina é pecado ou não. Um jovem desejava fazer depilação para tirar o excesso de pelos do corpo. Se um pastor que não se intera do assunto ouve uma pergunta dessa, irá se perguntar se o jovem não tem mais o que fazer, ou irá condená-lo logo como mais um vaidoso, mundano, carnal, etc. O jovem deseja fazer tal depilação porque o seu corpo tem muito pelo, e se ele não tomar de 5 a 6 banhos por dia, com cremes e desodorantes constantes, o mau cheiro se torna real. Ele transpira muito. A depilação seria de três em três meses (4 vezes no ano) e o ajudaria muito na convivência com os demais, e até para arrumar uma companheira. Mas a dúvida, o medo de estar pecando, criou uma barreira entre ele e a dermatologista que o aconselhara.
 
Enviei uma resposta simples e objetiva: Qual é o seu objetivo? Aparecer? É sem necessidade? Te afasta ou te atrapalha dos propósitos que Deus tem contigo?? Pelo que sei fazer a barba também é uma espécie de depilação. E é logo no rosto, onde todo mundo olha! Eu poderia muito bem viver sem fazer a barba para o resto de minha vida! Ter uma barba enorme não me condenaria como filho do diabo, mas em termos de estética, não ficaria muito bem.
 
A palavra pecado origina-se do grego "hamartia" e significa errar o alvo. Se o meu alvo, que é Cristo, é desviado por alguma barreira, devo não pecar mais, como disse Jesus a mulher pega em flagrante adultério, em João 8.
 
A lista de dogmas doutrinários de muitas de nossas igrejas nos 50 a 70 envergonha a igreja de hoje, e muitos até desconversam, dizendo desconhecedores de tais doutrinas. O perfume, o shampoo, o sabonete, o refrigerante, o chinelo, e outros usos e costumes que eram proibidíssimos na época, hoje estão liberados, e não representam mais pecado nem para os mais legalistas. Mas a moda dos crentes é condenar! Daqui a vinte anos não se condena mais.

"Mas e daí?" - questionam alguns.

"-Deixa disso, rapaz. Isso foi lá em 1950, 60.... Prá que falar nisso hoje? Isso é passado! Naquela época o povo era muito ignorante!"
 
A tirania dos dias de hoje é condenar quem ouve "músicas do mundo". Mesmo as mais simples, as mais suaves. Não me refiro as que tem letras maliciosas, palavrões, mas as boas músicas. Se você ouve música não-evangélica, corre o risco de ser taxado de "crente-mundano", como os que usavam perfume em 1950. Com toda certeza, essa é mais uma doutrina que terá seu fim daqui a uns 20 ou 30 anos. Mas em 2039, se alguém disser que hoje era reprovado o cristão que ouvia músicas não-evangélicas, alguém comentará:

"-Poxa, mas já não tinham TV em casa? Não ouviam essas músicas nos filmes e novelas...?"

E outro responderá:

"-E daí??....isso foi lá em 2009... Prá que falar nisso hoje? Isso é passado!.... Esquece isso rapaz...Naquela época o povo era muito ignorante!"
 
"Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente". (Hebreus 13:8)

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O CRISTÃO PODE TER MEDO???  escrito em sábado 19 setembro 2009 00:46

"Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito...E levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito". (Mateus 2:13,14)
 
Quando falamos em medo esta palavra soa para nós como um extremo oposto da fé que temos na proteção de Deus. Desde que nos convertemos ao evangelho, a maioria de nós aprende que o cristão não pode ter medo, que não pode ser um medroso, porque vivemos debaixo da proteção divina. E isso é evidente haja vista que servimos ao General que não perde batalhas - Jesus. Somos servos do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Sendo assim é óbvio que não devemos ter medo.
 
Diante desta conclusão que nos parece tão justa, por vezes ficamos estupefatos com notícias de cristãos que morreram em situações nada diferentes da dos ímpios. Tiroteios, balas perdidas, acidentes fatais, assaltos, violências, etc. E diante desses fatos, perdemos um pouco daquela fé na proteção "sob o esconderijo do altíssimo".
 
Chegamos a questionar: "-Estaria aquela pessoa que morreu naquelas condições sem fé, ou com algum pecado escondido?" Este é um julgamento injusto por dois motivos: Primeiro, que são muitos os cristãos que já morreram nas mais diferentes situações de acidentes e violências. Segundo, que conhecemos também pessoas que se dizem cristãs, que andam muito erradas, e nem por isso perderam a vida.
 
A verdade é que a maioria dos cristãos não tem discernimento das palavras medo e precaução. Ouvimos sempre cristãos que afirmam em tom de autoridade: "-Eu não tenho medo de nada...tenho muita fé..."  Difícil é encontrar conexão da fé destas pessoas com a ocasião em que José e Maria fugiram de noite para o Egito, e logo com o menino Jesus junto deles, o que nos faz pensar que a proteção de Deus é evidente, mas no entanto tiveram que literalmente fugir. Muitas vezes o excesso de autoconfiança acaba por resultar em tragédias, como o caso de um pastor que, ao ser assaltado, abriu velozmente o Salmo 91, e antes que ele começasse a ler o primeiro versículo, o assaltante, no susto, o matou com um tiro. 
 
Fé é crer na providência de Deus, é saber esperar com paciência a resposta divina, mesmo nas provações, como foi o caso de , que sendo um homem justo, a tragédia tirou a vida de seus filhos, e mesmo assim não abandonou a Deus, como aconselhou a sua esposa num momento de desespero. Diante desta fé, Deus o retribuiu tudo em dobro. Muitos destes que dizem não temer a nada, que tem muita fé, diante de uma perda familiar, pensam logo em abandonar o Caminho do Senhor. 
 
Um grande problema é que muitos de nós aprendemos um evangelho de soluções imediatas! Para arrebanhar uma quantidade maior para os templos, alguns líderes chegam a prometer: "Venha pra cá, e nenhum mal te ocorrerá". Poucos querem servir ao Deus de Jó, poucos os que pregam o versículo que diz "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo". (João 16:33) Uma grande quantidade de crentes quer um Deus-Alívio-Imediato. Compromisso com a seara, visitas, evangelização, oração, nada disso! Querem entrar numa destas "Campanhas Milagrosas" e ver suas vidas regaladas e protegidas por Deus como num passe de mágica. A Bíblia se torna um acessório no guarda-roupa deste tipo de evangélico. Serve para identificá-lo como crente, já que em outras atitudes dele nada se vê de cristão. Serve também para ele ficar meia-hora tentando achar o texto da leitura oficial na igreja.

E no meio desse cristianismo básico, seguido por este tipo de crente, nascem os pseudopregadores das horas vagas. Aquele colega de trabalho, que na hora do cafezinho parece saber muito de Bíblia, e quer ensinar a todo mundo o que é ter fé. E do ensinamento de alguns destes autodidatas da Bíblia, aprende-se que o cristão é um destemido, um supercorajoso, que a nada teme e todos temem a ele. Que entram em qualquer lugar, a qualquer hora, e com ele não há "tempo ruim". Quase sempre tudo isso é dito da boca pra fora. Medo todo mundo tem (dependendo da situação) e isso ninguém pode negar. Mas estes ensinos acabam por gerar reações, principalmente para quem é novo na fé, que acabam atropelando o bom senso e a razão, por mera vergonha de passar por medroso, quando a Bíblia ensina o cristão a ser vigilante!
 
"Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus". (Mateus 4:6,7)
 
O medo pode estar ligado a um fato que realmente pode trazer mal resultados. Por exemplo, uma pessoa que tem medo de atravessar uma avenida em que os carros transitam em alta velocidade. É lógico que o receio da pessoa de ser atropelada é sentido por qualquer pessoa normal. Um atropelamento é um acontecimento provável se houver falta de cuidado. O medo normal é humano. O medo desmedido sim é doença. A própria ciência busca através de tratamentos a busca do equilíbrio entre o medo necessário à própria existência, e o medo desmedido que angustia a alma.
 
Muitas pregações condicionam o sucesso do cristão (principalmente material) na ausência de medo, alegando que aquele que tem sua fé fundada na Rocha Eterna não pode temer a nada. De fato, ter fé, em tese poderia significar não ter medo. Mas na prática a coisa não funciona assim. Somos instáveis, temos preocupações, nossas mentes trabalham até quando dormimos e, por estas características e condições, é impossível que não sejamos acometidos pelo medo.
 
A diferença é a fé que nos resgata para o equilíbrio, que nos dá força para vencê-lo, não para eliminá-lo. A Bíblia é pródiga em mostrar a face humana do medo, em tantos heróis da fé: Moisés, Elias, Davi, e os apóstolos. Ora, se até mesmo o filho de Deus, em circunstância limite, experimentou o medo (Jardim do Getsêmani) por que o pobre do cristão ao senti-lo estará confessando falta de fé?
 
Este artigo jamais pode ser encarado como uma apologia ao medo, a covardia, mas a se ter precaução, ao cuidado que o cristão deve ter num mundo que jaz no maligno. Paulo já havia tido o encontro com Jesus no caminho de Damasco, mas nem por isso dispensou o cuidado de descer num cesto pelo muro, do contrário teria sua vida ceifada.
 
"Mas as suas ciladas vieram ao conhecimento de Saulo; e, como eles guardavam as portas, tanto de dia como de noite, para poderem tirar-lhe a vida, tomando-o de noite os discípulos, o desceram, dentro de um cesto, pelo muro". (Atos 9:24,25)
 
E a Palavra de Deus ainda nos adverte:
 
"Fugi de toda aparência do mal". (1º Tessalonicenses 5:22)

Isso nos mostra que nem sempre a palavra "fugir" está ligada ao medo ou a falta de fé, mas a cautela. Assim como a palavra "medo" não revela níveis de fé, mas no momento certo, nos livra de tentarmos a Deus. Veja bem, a Bíblia diz:
 
"Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores". (João 9:31)
 
E também afirma:
 
"Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso". (1º João 1:10) 

Ora, se somos todos pecadores, então Deus não nos ouve?! Vemos aí que há uma diferença em pecar e viver no pecado. O mesmo tratamos aqui sobre o medo. Uma coisa é você sentir medo diante de uma situação. Outra coisa é você viver uma vida de medo, temendo a tudo! O medo não pode roubar a sua fé, assim como a falta de medo também não pode deixar você tomar atitudes precipitadas. Vamos tomar, por exemplo, a passagem em que o Senhor Jesus nos aconselha:
 
"Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar". (Lucas 14:28-30)
 
Aqui o Senhor Jesus não joga um balde de água fria na nossa fé, mas nos ensina a sermos cautelosos! Que nós venhamos não a nos tornar medrosos, mas cuidadosos com algo tão precioso que Deus nos deu: a vida. Que venhamos a ser sóbrios e vigilantes, como bem nos recomenda Pedro:  "Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar". (1º Pedro 5:8)
 
"Para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos"
. (Mateus 5:45)
 
"Portanto, sede símplices como as pombas e prudentes como as serpentes". (Mateus 10:16)

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